Destino de mergulho : Salvador, bonita até debaixo d´água

Recentemente eu li nas redes sociais que o mercado de mergulho pode estar saturado no Brasil, porém na minha opinião há na verdade uma enorme demanda reprimida e o mercado precisa identificar quais são as reais necessidades dos mergulhadores atuais. Salvador tem um potencial enorme para suprir esta demanda, entenda porquê.

Me lembro uma vez, no início dos anos 2000, conversando com um amigo mergulhador, hoje instrutor de mergulho de outro estado do Brasil ele me comentou que o Brasil não tinha um bom potencial como destino de mergulho e pior ainda o Nordeste porque no litoral do país, salvo em Noronha, a visibilidade na costa era segundo ele quase sempre muito ruim, sendo um pouco menos ruim no Nordeste, e que segundo ele, para se alcançar águas mais claras era sempre necessário sofrer com navegações longas e desconfortáveis em mar aberto até chegar no destino e enfim curtir mergulhos razoáveis, e mesmo assim. só era possível fazer esses mergulhos no verão.

Fiquei surpreso com o discurso pois conhecia bem a realidade de Salvador, já mergulhava a alguns anos, para ser exato, desde 1983, e no momento desta conversa já atuava como instrutor de mergulho a alguns poucos anos e aqui em Salvador a realidade era bem diferente do que ele pintou, realmente tínhamos pontos de mergulho distantes que exigiam 45 minutos ou 1 hora de navegação como o naufrágio do Cavo Artemidi e o naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, porém a maioria dos nossos pontos de mergulho estavam a menos de 15 minutos de navegação, alguns inclusive a 50m da praia, além disso tínhamos no verão visibilidade superior a 40m  na horizontal tanto no Cavo Artemidi como no Galeão S. Sacramento ou em outros pontos de mergulho na costa Atlântica da cidade e no inverno essa visibilidade caia para uns 20m mas ainda assim era muito boa, e dentro da baía de Todos os Santos ela podia ultrapassar os 20m ou 30m no verão e os 10m no inverno, e tínhamos mergulho o ano todo, exceto em alguns dias de fortes ventos que podiam ou não ocorrer nos meses de agosto e setembro.

Mergulhador nos corredores do Cavo Artemidi em um dia de água não muito boa, porém quando ainda era possível mergulhar no naufrágio (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Salvador é uma cidade de forte apelo turístico histórico e cultural, um dos principais destinos turísticos do Brasil, recebe turistas de todo o mundo o ano inteiro por conta das suas festas como o Carnaval, festividades religiosas como a lavagem do Bonfim e a festa de Iemanjá, por conta das suas mais de 365 igrejas e dos seus edifícios históricos como o elevador Lacerda e os muitos fortes espalhados pela orla da baía de Todos os Santos (Forte de santo Antônio, Santa Maria, São Diogo, São Marcelo, Monte Serrat, entre outros), e por conta das suas belezas naturais como a própria baía de Todos os Santos, a praia urbana do Porto da Barra e a lagoa do Abaeté, entre outros. Há quem visite Salvador com fins gastronômicos como provar a verdadeira moqueca de camarão ou os famosos quitutes das baianas, o acarajé e o abará.

Mas Salvador tem muito mais a oferecer, por mais bonita que possa ser na superfície a cidade ainda é muito mais bonita debaixo d´água, são muitos os atrativos, vários naufrágios históricos, naufrágios planejados, recifes de coral, costão rochoso, bancos de areias, falhas e muitos outros magníficos pontos de mergulho, alguns a aproximadamente 50m da costa, uma biodiversidade de dar inveja (superada apenas pelo trecho compreendido pelos Abrolhos no sul da Bahia e Guarapari no Espírito Santo) com mais de 255 espécies de peixes ósseos e a presença de todas as espécies de corais pétreos que ocorrem na costa brasileira, águas quentes cuja temperatura da água varia dos 25ºC nos meses mais frios e 31ºC no verão e como já foi dito, boa visibilidade e condições de mergulho o ano todo.

Nos anos 1990 e início dos anos 2000 Salvador estampou as capas das revistas SCUBA e MERGULHO diversas vezes tendo como principal atrativo o naufrágio do cargueiro grego Cavo Artemidi, um navio com 160m de comprimento que bateu em um banco de areia em setembro de 1980, encalhou e naufragou na posição de navegação a 30m de profundidade em um local com visibilidade surpreendente e menos de 1h de navegação, porém o banco de areia onde este navio bateu com o tempo avançou sobre as suas estruturas, em 2007 a areia já chegava nos porões mas ainda se apresentava abaixo da altura do convés, em 2009 boa parte da proa já estava soterrada mas uma grande estrutura com a proa e a casaria ainda se mantinham descobertas justificando algumas idas para lá nos dias de maré morta, até que em entre os anos de 2015 e 2016 o soterrou completamente, deixando de fora apenas parte da sua casaria e com isso os dias de ouro deste naufrágio, melhor e maior naufrágio do Brasil (como era conhecido à época) aos poucos deixou de ser um atrativo e apesar de não ser o único naufrágio na costa da cidade e muito menos a única atração submersa da cidade o Cavo deixou de estampar as capas das revistas e aos poucos a cidade deixou de ser comentada nas rodas de conversa dos mergulhadores como um importante destino de mergulho no país.

Mergulhadores no naufrágio do galeão Utrecht. No destaque uma das muitas enormes âncoras que existem no local (Foto: rodrigo Maia-Nogueira)

Ao todo 20 das muitas embarcações históricas naufragadas ao largo da costa da cidade e nas águas da baía de Todos os Santos estão nas programações de mergulho das principais escolas e operadoras de mergulho da cidade, dentre eles os naufrágios históricos do Galeão Utrecht (1648), da Nau Nossa Senhora do Rosário (1648), do Galeão Santíssimo Sacramento (1668), do S.S. Maraldi (1875), do Germânia (1876), do Reliance (1884), do Bretagne (1903), do Blackadder (1905), do Manau (1906), do Cap Frio (1908), do Irman (década de 1950), do Rebocador Cobra (1872) e do pesqueiro chinês Ho-Mei No.III (1990), e em 21 de novembro de 2020 foram naufragados o ferry boat Agenor Gordilho e o rebocador offshore Vega.

Mergulhadores à bordo do Grauçá se preparam para um mergulho no naufrágio do S.S. Maraldi no Parque Natural Municipal Marinho da Barra. Reparem como é bem próximo da praia (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Os naufrágios do Reliance, do Bretagne, do Germânia e do S.S. Maraldi estão entre 5m e 9m de profundidade nas praias do bairro da Barra, distantes entre 50m e 200m da praia e, portanto, podendo ser visitados tanto em apneia (mergulho livre) como com equipamento autônomo (SCUBA), tanto saindo da praia como embarcado. A visibilidade da água nestes locais ultrapassa os 20m na horizontal nas marés de enchente dos períodos de luas quarto crescente e quarto minguante ao longo de todo o ano.

Macaquinho (Ophioblennius trinitatis) observa o que acontece no naufrágio do S.S. Maraldi apoiado no topo da sua caldeira (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Estes navios das praias da Barra encontram-se desmantelados, porém muitas peças como cabeços de amarração, gradis, cavernames, escovens, snorkels, roda do leme, caldeiras, guinchos, mastros e outras peças são facilmente identificadas apesar de estarem totalmente colonizadas proporcionando uma verdadeira aula de identificação de estruturas de naufrágios. Três destes navios, o S.S. Maraldi, o Germânia e o Bretagne estão dentro da poligonal do Parque Natural Municipal Marinho da Barra.

Duas das caldeiras do trio de caldeiras do Bretagne (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Seguindo um pouco após os destroços do Bretagne e do Germânia encontramos pelo 9 grandes âncoras espalhadas, pela proximidade do local com o Farol da Barra associado à grande quantidade de pedras altas no local, acredita-se que antes da instalação do farol muitas  embarcações encalharam ou mesmo bateram nestas pedras ao tentar entrar na baía de Todos os Santos e nisto jogavam suas âncoras na tentativa de manter a nave parada até que fossem feitos os reparos e muitas destas âncoras acabaram ficando por lá mesmo. Hoje esse local se tornou um ponto de mergulho e recebeu o nome de Circuito das Âncoras. Pela proximidade, muitas vezes esse ponto é visitado no mesmo mergulho em que se visitam os destroços do Germânia e do Bretagne, porém para encontrar as 9 âncoras é necessário fazer um mergulho exclusivo neste ponto.

Uma das 9 âncoras do Circuito das Âncoras, um ponto de mergulho anexo ao sítio arqueológico dos naufrágios do Germânia e do Bretagne no Parque Natural Municipal Marinho da Barra (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Nos limites da poligonal do Parque Natural Municipal Marinho da Barra está a boia encarnada que compõe a sinalização de entrada na baía de Todos os Santos, nas proximidades desta boia o relevo submarino é marcado por enormes pedras cobertas com esponjas e corais, em especial o Carijoa riisei e diversas espécies de hidrozoários, além de ser um ponto que ocasionalmente é visitado por grandes cardumes de peixes de passagem. Este lugar recebe o nome de Boião da Barra.

Borboleta (Chaetodon striatus) fotografado na caldeira do naufrágio do S.S. Maraldi (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Na Barra ainda tem o Cap Frio que está desmantelado a menos de 30m distante das pedras do Farol da Barra entre 7m e 16m de profundidade, porém apesar de estar bem próximo à praia e supostamente se facilmente acessado o local onde ele se encontra sofre com as fortes correntezas provocadas pela variação de maré na baía de Todos os Santos e portanto o mergulho neste naufrágio não é indicado para qualquer mergulhador, é preciso ter noções de mergulho em correnteza e uma certa experiência, além de muita calma.


Naufrágio do Cap Frio (Video: László Mocsári / Youtube)

Entre o Cap Frio e o Reliance está a praia da Barra com seus recifes rochosos e suas piscinas naturais, atrás dos recifes tem um canal de águas claras e muita vida com profundidade que varia dos 5m aos 12m, é o Remanso da Barra, ponto geralmente utilizado para a prática do mergulho e correnteza.

O Reliance está situado a menos de 100m da praia, a 7m de profundidade, e a menos de 50m ao lado do morro do Cristo no bairro da Barra, é um ponto de mergulho muito interessante pois além das estruturas encontradas nos naufrágios do Parque Natural Municipal Marinho da Barra, encontra-se também um enorme motor.

Dentre os naufrágios que podem ser acessados através da praia existem ainda o Manau atrás da pedra do Budião na praia da Amaralina e o Irman na praia da Pituba, ambos em profundidades que variam entre 6m e 14m e distantes aproximadamente 100m da costa. Estes naufrágios apresentam estruturas semelhantes aos navios da Barra, porém por estarem em praias com arrebentação de ondas, a visibilidade costuma ser menor, entre 5m e 10m na horizontal, podendo ultrapassar um pouco nos dias de maré morta durante o verão.

Estruturas na proa do naufrágio do Blackadder (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Outro naufrágio que pode ser acessado tanto pela praia como por barco é o Blackadder, o xodó de 9 entre 10 mergulhadores soteropolitanos. Um Clipper irmão do famoso Cutty Sark com aproximadamente 70m de comprimento, possuindo casco de ferro e três grandes mastro e que se encontra adernado no fundo desde 1905 paralelo à praia da Boa Viagem, amparado pelo recife que protege a praia, e a aproximadamente 50m da praia em um local com profundidade de 9m.

Cardume de salemas (Anisotremus virginicus) na proa do Blackadder (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

O Blackadder é riquíssimo em biodiversidade, um dos pontos de mergulho com maior concentração de cavalos-marinhos (Hippocampus spp.) na baía, é praticamente impossível mergulhar neste naufrágio e não ver pelo menos um. Os instrutores e divemasters mais experientes são capazes de apontar vários deles durante 45 minutos de mergulho.

Cavalo-marinho-de-focinho-longo (Hippocampus reidi) fotografado no naufrágio do Blackadder (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

O Blackadder é um dos principais pontos de mergulho de Salvador utilizados para oferecer o batismo (discovery scuba) por conta da sua localização, profundidade, visibilidade, águas calmas e riqueza em biodiversidade.

Batismo (Discovery scuba) no naufrágio do Blackadder (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Entre os anos de 2005 e 2020 o Centro de Pesquisa e Conservação dos Ecossistemas Aquáticos (Biota Aquática) realizou 15 anos de monitoramento sistemático de peixes, pesquisa que foi assumida pela EcoBioGeo Meio Ambiente e Mergulho Científico. Os dados destes 15 anos de estudos estão sendo tabulados e analisados e em breve serão publicados.

Mergulho técnico de penetração em naufrágios nos frigoríficos do enigmático pesqueiro chinês Ho-Mei No.III (Foto: Roberto Amarante Costa Pinto)

Bom, voltando aos pontos de mergulho, Salvador não conta apenas com naufrágios históricos, antigos e desmantelados em águas rasas, desde a década de 1990 um pesqueiro chinês de 41m de comprimento, casco de aço, cujo afundamento é envolto em mistérios, o Ho-Mei No.III encontra-se a 33m de profundidade na baía de Todos os Santos a cerca de 1,5 km da praia, em frente ao bairro da Vitória. O Ho-Mei que se encontra sem a casaria e repousa na posição de navegação é uma verdadeira sala de aula para mergulhos profundos, mergulho técnico e de penetração em naufrágios.

A proa do enigmático pesqueiro chinês Ho-Mei No.III (Foto: Roberto Amarante Costa Pinto)

Além do Ho-Mei, desde 21 de novembro de 2020 Salvador conta com duas grandes embarcações que foram preparadas para o mergulho e repousam praticamente intactas no fundo da baía. O rebocador offshore Vega com 38,5m de comprimento encontra-se a cerca de 500m da praia em uma profundidade de 34m e o ferry boat Agenor Gordilho com 71m de comprimento encontra-se a aproximadamente 1.000m da praia em uma profundidade de 34.5m. Ambos os novos naufrágios, que estão a no máximo 20 minutos de navegação do Porto de Salvador permitem diversos níveis de mergulho, com penetrações avançadas, grandes salões, etc. São verdadeiros parques de versões tech.

Rebocador offshore Vega 3 dias após ser naufragado (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Fora da baía, em direção à Caixa Pregos na ilha de Itaparica em um dos pontos mais distantes da costa de Salvador (aproximadamente 1h de navegação) onde a visibilidade da água é quase sempre excelente estão, a cerca de 22m de profundidade os naufrágios do Galeão Holandês Utrecht e da Nau Portuguesa Nossa Senhora do Rosário, distantes 300m uma da outra, ambas as embarcações naufragadas no mesmo dia, em 1648, durante uma das batalhas marítimas da invasão holandesa. Diversas âncoras, lastros, madeirames e canhões estão espalhados pelos dois sítios. Mergulhos nestes naufrágios são verdadeiras aulas de história.

Um dos canhões do galeão Utrecht (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Em frente à praia do Rio Vermelho encontra-se, aos 13m de profundidade um pequeno rebocador de 16m de comprimento que foi a pique durante um temporal em 1972, o Rebocador Cobra, também conhecido por Rebocador do Rio Vermelho. Apesar de pequeno, o mergulho neste naufrágio é fantástico, local excelente para treinos de penetração.

Uma das âncoras do naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Ainda no Rio Vermelho, porém um pouco mais para fora, aos 35m de profundidade encontra-se o sítio arqueológico do Galeão Santíssimo Sacramento com suas enormes âncoras, madeirames, lastros e canhões. A água neste ponto costuma apresentar visibilidade excelente. É mais um fascinante mergulho recheado de história.

Um dos canhões do naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Diversas peças recuperadas deste naufrágio de 1668 como porcelanas, armas (incluindo canhões) e utensílios pessoais, além de peças do Galeão Santo André e do Galeão Utrecht, entre outros encontram-se à mostra no museu náutico situado no Forte de Santo Antônio, local popularmente conhecido como Farol da Barra.

Outra imagem de um dos canhões do galeão Utrecht (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Dentre os naufrágios históricos Salvador abriga um dos poucos navios de guerra naufragados durante a Primeira Guerra Mundial, a canhoneira Eber que está no fundo da enseada dos Tainheiros, no bairro da Ribeira, a poucos metros da praia. Este não é um mergulho corriqueiro uma vez que neste ponto a água não apresenta uma excelente visibilidade, porém é um ponto interessante de mergulho que eventualmente é explorado quando há uma demanda vinda dos mergulhadores.

Cavalo-marinho-de-focinho-longo (Hippocampus reidi) fotografado na Balsa do Terminal (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Existe ainda o naufrágio conhecido como Balsa do Terminal que na verdade não se trata de uma balsa, mas sim de um tramo de um deck flutuante para atracação que fez alga e afundou a 9m de profundidade no Terminal de Turismo Náutico da Bahia. Este ponto apresenta restrição de mergulho durante o dia por estar situado no local onde é feito o embarque e desembarque das lanchas de passageiro que fazem o transporte de passageiros entre a ilha de Itaparica e Salvador, porém à noite ou nos raros períodos em que estas lanchas não operam este ponto é uma verdadeira sala de aula para treinamentos de penetração (foram feitas aberturas na sua estrutura para isto).

Treinamentos tech na Balsa do Terminal (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Ainda no quesito pontos com atrativos históricos, bem em frente ao porto de Salvador existe um banco de areia com aproximadamente 1km de extensão coberto por corais-mole-brasileiros (Neospongodes atlanticus), esponjas e outros organismos formando um magnifico jardim, o Banco da Panela. Este banco de areia, devido a sua baixa profundidade (entre 6m e 10m) na época da invasão holandesa (Séc XVII) era utilizado como loca de fundeio das embarcações, tanto as naus de guerra quanto os cargueiros e por conta disto muito artefato (garrafas antigas, porcelanas, espadas, punhais, balas de canhão e mesmo cartuchos de balas, entre outros) acabavam caindo ou sendo descartado destas embarcações transformando o lugar em um verdadeiro sítio arqueológico.

Jardim de Coral-mole-brasileiro (Neoespongodes atlanticus) no Banco da Panela (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Além dos artefatos descartados ou que caíram das embarcações, houve ainda embarcações que por diversos motivos foram à pique por lá e não temos registros precisos para determinar a sua identificação, suspeita-se que pelo menos 16 embarcações naufragaram no banco no período. Grandes âncoras antigas e outros elementos destas embarcações também estão espalhados por todo o banco, e devido à movimentação natural do banco de areia por conta das fortes correntezas no local estas peças são soterradas e descobertas a todo momento, ou seja, um mergulho no Banco da Panela é sempre um mergulho único (aliás, um mergulho é sempre um mergulho único, ímpar).

Uma das várias enormes ancoras encontradas no Banco da Panela (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Ainda sobre o banco da panela, há um relato do Padre Antônio Vieira (1624) que diz o seguinte: “A Cidade foi iluminada pelo incêndio que os portugueses ateavam nas suas naus para não serem saqueados e sendo noite, as labaredas pareciam tomar grandes proporções quando se espalhavam também pelos açúcares e o breu. As chamas subiam aos céus e a luz clareava o porto ocasionando desta forma o combate”, os incêndios relatados neste texto é atribuído a naus e galeões que estavam ancorados e acabaram afundando no Banco da Panela.

Hidroides no Banco da Panela (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Ocorreu também sobre o Banco da Panela em 1627 o “ataque à frota do açúcar” quando a Nau Capitanea Holandesa Amsterdã naufragou. Nos anos 1980 diversas expedições arqueológicas foram realizadas no banco quando foram recuperados mais de 5.000 artefatos de grande relevância histórica, além de 6 canhões de ferro. Bem possível que parte do madeirame, dos lastros, algumas das grandes âncoras e muitos dos artefatos que ainda são encontrados no banco pertençam ao Amsterdã.

As pirâmides do Banco da Panela (Foto: Fagner Rodrigues)

Além dos naufrágios e artefatos históricos, e além dos jardins de corais-mole, o Banco da Panela ainda possui outros atrativos, dentre eles uma fileira de pirâmides de concreto que serviram de poita para uma rede de contenção que tinha como objetivo capturar ou impedir a entrada de submarinos inimigos na baía, especialmente na região do Porto, durante a guerra.

Quatingas (Haemulon aurolineatum) ao sabor das correntes no Banco da Panela (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

O mergulho no Banco da Panela só tem um porém, por conta das fortes correntezas de maré no local, mesmo sendo um ponto raso, apenas mergulhadores avançados que fizeram a especialidade do drift dive podem mergulhar lá. Todos os mergulhos realizados por lá são mergulhos à deriva.

Na saída da baía de Todos os Santos está o enorme Banco de Santo Antônio, um banco de areia com mais de 8km de extensão com profundidades que variam dos 8m aos 16m no topo a 30m ou mais nos arredores. Foi neste banco que bateu, encalhou e naufragou o famoso e já citado Cavo Artemidi, mesmo banco que o soterrou anos depois. Em um trecho do banco está naufragada a fragata Santa Escolástica, uma importante embarcação da Marinha Brasileira que naufragou em 1700 na sua viagem inaugural.

A fragata Santa Escolástica foi descoberta nos anos 1980 quando foram feitas escavações e recuperados alguns objetos. No sítio encontram-se além de 4 grandes âncoras, 27 canhões, madeirame e lastros.  Nem todas as operadoras de mergulho sabem o local do naufrágio e achá-lo não é fácil porque de tempos em tempos ele é quase todo soterrado pelo banco, mas é um mergulho muito interessante e uma das características peculiares é a posição de alguns canhões que se encontram em pé, enterrados até certo ponto, fato que dá origem ao nome pelo qual alguns pescadores e antigos mergulhadores chamam este ponto “Naufrágio dos Canhões em Pé”.

Apesar de não ser hoje uma atração com visitação turística, o naufrágio tem muito potencial e havendo demanda com certeza entraria na programação das operadoras locais.

Além dos naufrágios já citados existem duas embarcações naufragadas próximas à ilha de Itaparica, o Piaçava e o Carvão, na praia da Boa Viagem o Vapor da Jequitáia, o Galeão Santo André, o a Nau Queen, e muitos outros que ocasionalmente são visitados pelas operadoras de mergulho.

Mergulhador aos 35m na Falha do Cretino (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Mas nem só de naufrágios vive o mergulho em Salvador e na baía de Todos os Santos, o meio da baía apresenta uma falha que forma um canal com paredes que vão dos 23m ou 26m até mais de 40m ou mesmo 50m em alguns pontos com pequenas grutas e passagens riquíssimas em biodiversidade, locais perfeitos para a prática e o treinamento de mergulhos técnicos descompressivos, são eles a famosa e magnífica Falha do Cretino, a Pedra do Bomba, a Pedra da Caverna, a Pedra da Gamboa e recentemente descobriram um novo ponto com parede íngreme e super interessante na falha, ainda sem nome, porém conhecido como “Parede do Walter” por ter sido descoberto pelo instrutor de mergulho Walter Andrade (Waltinho). Nestes pontos é possível ver meros (Epinephelus iatajara), cardumes de barracudas (Sphyraena barracuda), tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata), dentões (Lutjanus jocu), raias-xita (Aetobatus narinari), entre outros animais grandes.

Jaguaraçás (Holocentrus adscensionis) em meio a quatingas (Haemulon aurolineatum), cromis (Chromis multilineata) e um cirurgião (Acanthurus sp.) em um jardim de hdrozoários na Pedra do Bomba (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Na orla do bairro do Rio Vermelho estão pontos de mergulho com profundidades que variam dos 12m aos 22m como as Pedras Primas, as Pedras Loiras, as Pedras Verdes e as Pedras da Liliana, todos estes são também pesqueiros frequentados pelos pescadores da colônia de pesca Z-1 e são riquíssimos em peixes. As operações de mergulho neste ponto são raras, geralmente realizadas a partir de embarcações de pesca do Porto de Santana.

Próximo ao Farol da Barra, a no máximo 1km da costa está um ponto de mergulho profundo chamado Pedra da Enchente que recebe este nome em alusão ao fato de que devido as fortes correntezas no local só é possível mergulhar neste ponto na maré de enchente. A principal característica deste ponto é a presença de grandes degraus que se tornam mais estreitos à medida que a profundidade avança e que se inicia nos 27m e ultrapassa os 70m.


Pedra da Enchente (Video: Ricardo Villegas “Chango” / Youtube)

Em frente à praia da terceira Ponte em Patamares está o pesqueiro conhecido como Piramboca, um local frequentado por veteranos da pesca submarina e riquíssimo em peixes. As operações de mergulho neste ponto são raras, geralmente realizadas a partir de embarcações de pesca de Itapuã.

E por falar em Itapuã, na orla do bairro tem também os pontos de mergulho Sala de Aula, Cordilheira, Cabeços e Tabocas entre outros, que eram operados pela Bahia Scuba nos anos 1990. Atualmente nenhuma operadora de mergulho promove estes pontos em sua programação de rotina, porém alguns pescadores conhecem os pontos, as vezes com outros nomes, e a depender da negociação pode levar os mergulhadores interessados.

Existem ainda pontos de mergulho mais profundos, visitados pelos mergulhadores que utilizam rebreather com o Destroyer (que apesar do nome não é um naufrágio), o Beri-beri, a Pedra da Baleia, a Pedra do Badejo, o Degrau 4 Rodas e a Parede de Itapuã, pontos que vão dos 45m aos 170m de profundidade ou mais, todos a poucas milhas da costa, a no máximo 1h e meia de navegação, a maioria destes pontos podem ser conhecidos através do canal do László Mocsári no Youtube.


Degrau 4 Rodas (Video: László Mocsári / Youtube)

E além dos recifes profundos e das diversas opções de naufrágios, Salvador conta ainda com diversos ambientes recifais rasos, como os recifes internos da baía de Todos os Santos entre as ilhas de Maré e Frades como a Pedra do Dentão, o Cardinal, o recife das Mangueiras, das Pedras Alvas, da Gaituba , o Recife do Toque-toque (Inema) e outros, são recifes com uma enorme cobertura de corais e uma belíssima biodiversidade associada, possuem entre 9m e 16m de profundidade e visibilidade em torno de 10m a 15m na horizontal a 30 ou 40 minutos de navegação.

Recife do Cardinal (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Ainda sobre os recifes biogênicos, a baía de Todos os Santos possui ainda dois complexos com características bem peculiares, um deles é o recife das Caramuanas ou Caramuãs, formado por três grandes blocos de recifes que ao todo ocupam uma área de pouco mais de 3.800.000m².

Colônia do coral-casca-de-jaca (Montastraea cavernosa) no recife das Caramanuanas (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Os recifes das Caramuanas são recifes rasos, distantes 2km da costa, que formam várias piscinas em um local de água cristalina ao sul da baía de Todos os Santos. Neste local que será instalado o Parque Municipal das Caramuãs.

Cardume de Enxadas (Chaetodipterus faber) fotografado no Recife dos Cascos (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

E o outro complexo é o Recife dos Cascos, bem menor que as Caramuãs, formado por aproximadamente 40 colunas com 10m a 12m de altura com 6m a 20m de diâmetro no topo a 10km da costa espalhadas formando um verdadeiro labirinto em uma área de aproximadamente 44.400m² em um local com 20m de profundidade e águas cristalinas.

O Recife dos Cascos é um ponto interessante, frequentemente visitado por peixes oceânicos que formam grandes cardumes como o pampo-galhudo (Thrachinotus goodei) e a enxada (Chaetodipterus faber), além de abrigar um cardume gigantesco de belíssimos budiões-fantasma (Clepticus brasiliensis).

Budião-fantasma (Clepticus brasiliensis) fotografado no Recife dos Cascos (Foto: Roberto Amarante Costa Pinto)

Na praia da Boa Viagem, no interior da baía de Todos os Santos um recife rochoso que corre paralelo à praia cerca de 50m da areia, conhecido por Corais da Boa Viagem, é um recife natural rochoso coberto por enormes colônias do coral-casca-de-jaca (Montastraea cavernosa) na sua porção oeste e por um jardim de corais-mole-brasileiros e diversas espécies de esponjas na sua porção leste e ao longo de toda a sua extensão (pouco mais de 2km) colônias dos corais-mole da família Zoantidae, tanto do Zoanthus quanto o coral-baba-de-boi (Palythoa craibaeorum) dividem espaço com colônias de corais-de-fogo (Millepora sp.) no topo em um dos pontos mais ricos em biodiversidade de toda a baía.

Moreia-verde (Gymnothorax funebris) ou caramuru no jardim de corais-mole dos Corais da Boa Viagem (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Três dos naufrágios mergulháveis da cidade se encontram neste recife, o Galeão Santo André está situado no extremo oeste a 12m de profundidade, o Blackadder na região centra a 9m e o Vapor da Jequitáia no extremo leste a 7m. Um trecho de aproximadamente 400m deste recife está inserido na poligonal do Parque Municipal Marinho da Cidade Baixa.

Colônias do coral-casa-de-jaca (Montastraea cavernosa) nos Corais da Boa Viagem (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

No que diz respeito ainda a recifes rochosos existem o Costão Rochoso da Vitória, a enseada do Marco Polo, a praia do Porto da Barra, a praia do Reloginho e a praia do Parque Natural Municipal Marinho da Barra, além de diversos pontos ao longo da costa Atlântica da cidade com piscinas naturais de água cristalina em meio aos recifes rochosos. São pontos com profundidades que variam dos 3m aos 20m, água limpa e muita vida.

Estátua do Cristo, uma das atrações do Quebra-mar Norte (Foto: Fagner Rodrigues)

E além dos recifes naturais biogênicos e rochosos, e dos naufrágios existem outros tipo de recifes artificiais que se transformam em belíssimas atrações de mergulho como o quebra-mar do porto de Salvador com 1.3km de extensão e profundidades que variam dos 3m aos 12m, conhecido no mergulho por Quebra-mar Norte, o Molhe Sul que se estende por quase 1km da Capitânia dos Portos em direção ao interior da baía em profundidades que variam dos 3m aos 9m, a Prainha do MAM e os 500m de molhe da Bahia Marina com profundidades desde os 3m até os 9m, os 300m do perímetro do Forte de São Marcelo com profundidades que variam dos 4m aos 12m, o Mar do Yacht, um verdadeiro aquário natural em frente ao Yacht Clube da Bahia, um local excelente para a realização de batismos de mergulho, entre outros.

Salvador tem mergulho o ano todo, exceto por alguns dias de ventos fortes vindos do sul que ocasionalmente ocorrem nos meses de inverno aumentando consideravelmente as ondulações no interior da baía e levantando bastante suspensão, especialmente no mês de agosto e início de setembro, porém estes eventos são raros. No verão as chances de ocorrerem ventos fortes é menor, e também tanto a temperatura da água como a visibilidade são melhores, porém mesmo no auge do inverno podemos fazer mergulhos com água confortável e transparente em Salvador.

Condições de visibilidade na baía de Todos os Santos no dia 18 de julho de 2021, em pleno inverno (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Apesar da água ligeiramente menos quente (entre 24ºC e 26ºC) e de uma queda na visibilidade, os mergulhos no inverno em Salvador ainda tem outros atrativos, é possível mergulhar ouvindo o canto das baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) ou mesmo ver algumas delas nos trajetos para os pontos de mergulho. Algumas escolas e operadoras de mergulho oferecem serviço de “baleada”, saídas embarcadas com a finalidade de observar estes magníficos animais que chegam tão perto da costa.


Tabela 1 – Lista de pontos de mergulho em Salvador Bahia (n=68)

  • Banco da Panela
  • Beri-beri
  • Boião da Barra
  • Cabeços
  • Circuito das Âncoras
  • Corais da Boa Viagem
  • Cordilheira
  • Costão Rochoso da Vitória
  • Degrau 4 Rodas
  • Destroyer
  • Enseada do Marco Polo
  • Forte São Marcelo
  • Falha do Cretino
  • Mar do Yacht
  • Molhe Sul
  • Naufrágio da Balsa do Temrinal
  • Naufrágio da Fragata Santa Escolástica
  • Naufrágio da Nau Nossa Senhora do Rosário
  • Naufrágio da Nau Queen
  • Naufrágio do Agenor Gordilho
  • Naufrágio do Blackadder
  • Naufrágio do Bretagne
  • Naufrágio da Canhoneira Eber
  • Naufrágio do Cap Frio
  • Naufrágio do carvão
  • Naufrágio do Cavo Artemidi
  • Naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento
  • Naufrágio do Galeão Santo André
  • Naufrágio do Galeão Utrecht
  • Naufrágio do Germânia
  • Naufrágio do Ho-Mei No.III
  • Naufrágio do Irman
  • Naufrágio do Manau
  • Naufrágio do Piaçava
  • Naufrágio do Rebocador Cobra (Rebocador do Rio Vermelho)
  • Naufrágio do Rebocador Vega
  • Naufrágio do Reliance
  • Naufrágio do S.S. Maraldi
  • Naufrágio do Vapor da Jequitáia
  • Parede de Itapuã
  • Parede do Walter
  • Pedra da Baleia
  • Pedra da Caverna
  • Pedra da Enchente
  • Pedra da Gamboa
  • Pedra do Badejo
  • Pedra do Bomba
  • Pedra do cardinal
  • Pedra do Dentão
  • Pedras Alvas
  • Pedras da Liliana
  • Pedras Loiras
  • Pedras Primas
  • Pedras Verdes
  • Piramboca
  • Porto da Barra
  • Praia do Parque Natural Municipal Marinho da Barra
  • Praia do Reloginho
  • Prainha do MAM
  • Quebra-mar Norte
  • Recife da Mangueira
  • Recife das Caramuanas (Parque Municipal das Caramuãs)
  • Recife das Gaitubas
  • Recife do Toque-toque (Inema)
  • Recife dos Cascos
  • Remanso da Barra
  • Sala de aula
  • Tabocas

ESCOLAS E OPERADORAS DE MERGULHO

Salvador conta hoje com pelo menos 9 escolas e operadoras de mergulho, a maioria delas filiadas à Associação de Mergulhadores Recreativos da Bahia (AMERB), sendo elas:


A Shark Dive Escola e Operadora de Mergulho (SDI/TDI) que está localizada no Terminal de Turismo Náutico, de onde faz os seus embarques.

A Shark Dive possui duas embarcações para o mergulho recreativo, o catamarã Bucanero que tem capacidade para mais de 30 mergulhadores confortavelmente e o Grauçá que leva confortavelmente até 12 mergulhadores, além da lancha rápida Lajera e o Nitrox, uma embarcação utilizada nas atividades de mergulho comercial. A Shark Dive é a única operadora de mergulho de Salvador especializada em mergulho técnico.


A Shark Dive possui estação de recarga própria com capacidade para fazer qualquer tipo de mistura.

A Submerso Sup Dive (SDI/TDI/ERDI, HSA, PADI, SSI) está localizada na rua Barão de Itapuã no Porto da Barra. A Submerso realiza saídas de praia através do Porto da barra ou da praia do Parque Natural Municipal Marinho da Barra.

A Submerso tem um projeto de inclusão muito importante e é uma escola e operadora de mergulho especializada em mergulho adaptado, e além de mergulho oferece serviços de passeio s de caiaque e standup paddle (sup).

A Submerso possui estação de recarga própria.


A Bahia Scuba (SSI, PADI, PDIC) não possui loja ou sede física. Possui uma lancha confortável e adaptada para o mergulho, a Cruzeiro do Sul, e todos os seus embarques são realizados da Bahia Marina na avenida do Contorno.

A Bahia Scuba é a mais antiga escola de mergulho em atividade na cidade, em atividade desde 1992.


A Dive Bahia (PADI) também não possui loja ou sede física. Possui uma lancha confortável e adaptada para o mergulho, o Nécton Sub, e todos os seus embarques são realizados da Bahia Marina na avenida do Contorno.

É uma das escolas e operadoras mais antigas da cidade, em atividade desde meados da década de 1990.


A Águas Abertas (NAUI) está localizada na Avenida Beira Mar na Ribeira, logo atrás da Igreja do Bomfim. Possui um flexboat rígido fibrado, apesar da capacidade reduzida de passageiros a embarcação tem como ponto forte fazer longos trajetos em tempo reduzido.

Além do mergulho a Águas Abertas também ministra aulas de surf.

A Águas Abertas possui estação de recarga própria.


A UWBahia Escola e Operadora de Mergulho (PADI) também não possui loja ou sede física. A UWBahia não possui embarcação própria, porém faz tanto saídas de praia como organiza saídas de mergulho em parceria com outras operadoras locais.

Também é uma escola e operadora de mergulho tradicional de Salvador, em atividade desde meados da década de 1990.


A Galeão Sacramento (NAUI) está localizada no Porto da Barra. Possui uma embarcação do tipo catamarã, o Narcosis, e os seus embarques ocorrem na praia do Porto da Barra.

A Galeão Sacramento também oferece outros serviços como o aluguel de pranchas de standup paddle (sup).


A Rebello Mergulho e Aventuras (NAUI) está localizada na Avenida Beira Mar no Belvedere, próximo da Igreja do Bomfim.

Rebello não possui embarcação própria, porém faz tanto saídas de praia como organiza saídas de mergulho em parceria com outras operadoras locais. Apesar de não ter embarcação possui um trailer apelidado de DiverTruck ou BaseContainer que é utilizado como base móvel para a realização de mergulhos saindo de praia para diversos pontos de mergulho distintos. Em sua sede possui um tanque de mergulho par a treinamentos e instruções.

Além do mergulho recreativo, Rebello é especializado no mergulho de segurança pública.


A Azimute Imagens Sub (PADI) está localizada na avenida Pinto de Aguiar, em Patamares.

A Azimute não possui embarcação própria e costuma realizar saídas de praia.

como o próprio nome sugere, a Azimute Imagens Sub oferece ainda o serviço de filmagens e fotografias submarinas.


E pra finalizar, no que diz respeito a estrutura de hospedagem na cidade, por ser uma cidade turística não faltam opções de pousadas, albergues e hotéis de todos os preços e qualidades.

No quesito gastronômico também não faltam opções de comida baiana por toda a cidade, e caso a pessoa não goste da culinária local não faltam opções de restaurantes de massa, oriental, árabe, hamburguerias, entre muitos outros.

Salvador tem tudo o que precisa e mais um pouco para te receber para mergulhar e te surpreender!!

Salvador, bonita até debaixo d´água!!

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Mergulhador e apaixonado pelos oceanos desde a infância.
Desde a década de 1990 está envolvido em ações e pesquisas relacionadas com a biota aquática, tendo sido coordenador de resgate do Centro de Resgate de Mamíferos Aquáticos (CRMA) do Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) e fundador do Centro de Pesquisa e Conservação dos Ecossistemas Aquáticos (Biota Aquática) e do EcoBioGeo Meio Ambiente & Mergulho Científico, e ao longo dos anos participou de projetos de pesquisa e de consultoria na ambiental em parceria com diversas instituições.
Também atua como instrutor de mergulho SDI e PADI.
Tem como objetivo, além de produzir informação de qualidade fomentar o reconhecimento e a qualificação dos mergulhadores científicos.

About Rodrigo Maia-Nogueira

Mergulhador e apaixonado pelos oceanos desde a infância. Desde a década de 1990 está envolvido em ações e pesquisas relacionadas com a biota aquática, tendo sido coordenador de resgate do Centro de Resgate de Mamíferos Aquáticos (CRMA) do Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) e fundador do Centro de Pesquisa e Conservação dos Ecossistemas Aquáticos (Biota Aquática) e do EcoBioGeo Meio Ambiente & Mergulho Científico, e ao longo dos anos participou de projetos de pesquisa e de consultoria na ambiental em parceria com diversas instituições. Também atua como instrutor de mergulho SDI e PADI. Tem como objetivo, além de produzir informação de qualidade fomentar o reconhecimento e a qualificação dos mergulhadores científicos.

One thought on “Destino de mergulho : Salvador, bonita até debaixo d´água

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