A Biota Aquática nos Naufrágios do Vega e do Agenor Gordilho : os primeiros 50 dias de colonização

No dia 21 de novembro de 2020, após aproximadamente 5 anos de estudos e discussões com as operadoras de mergulho de Salvador, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) do Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (SETUR) e Marinha do Brasil, foram naufragadas duas embarcações na baía de Todos os Santos, nas imediações do Yacht Clube da Bahia (YCB) a menos de 1,5mn da costa, o Ferry Boat Agenor Gordilho e o Rebocador Offshore Vega.

Equipe de monitoramento descendo para o naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho 48 horas após o afundamento (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Ambas as embarcações passaram por processos de limpeza para retirar qualquer vestígio de óleo, as estruturas foram lavadas, toda tubulação por onde algum dia passou algum tipo óleo foi retirada, assim como todas as maquinas e motores, além das cadeiras, balcões, peças do comando e instrumentos plásticos, restando apenas as estruturas de metal do casco, conveses, passadiço, chaminés, comandos, cabeços de amarração e outras estruturas.

Salão de passageiros do Ferry Boat Agenor Gordilho 48 horas após o afundamento (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Os primeiros mergulhos realizados oficialmente nos naufrágios ocorreram ainda no mesmo dia, quando apenas um mergulhador foi verificar como as embarcações haviam assentado no fundo, e nos dias que se seguiram aconteceram mergulhos praticamente diários nos novos naufrágios.

Casaria do Rebocador Vega 48 horas após o afundamento (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

O primeiro mergulho científico, realizado com a finalidade de realizar levantamento de dados qualitativos da ictiofauna se deu no dia 23 de novembro, 48 horas após o afundamento quando foram registradas 9 espécies de peixes no F/B Agenor Gordilho e 5 espécies no Rebocador Vega. A maioria das espécies registradas neste primeiro momento foram espécies de baixa mobilidade ou que são comuns em poças ou em águas muito rasas como a Donzelinha, o Batigóbio e o Macaquinho-invasor sugerindo que estes animais possam ter afundado junto com os navios.

Batigóbio (Bathygobius soporator) registrado no naufrágio do Rebocador Vega 48 horas após o afundamento do navio (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Desde então foram realizadas pouco mais de 10 horas de coleta de dados no naufrágio do Agenor Gordilho e 8 horas no naufrágio do Vega. Até o presente momento foram registradas 36 espécies de peixes no Ferry Boat Agenor Gordilho e 22 espécies no Rebocador Vega.

Maria-da-toca (Hypleurochilus pseudoaequipinnis) fotografada no naufrágio do Rebocador Vega (Foto: Rodrigo P. Gavilan)

Com relação a abundância no Ferry Boat Agenor Gordilho apenas o Xixarro foi considerada muito abundante com cardumes numerosos, em todos os estratos de profundidade e ao longo de toda a estrutura do navio, inclusive na coluna d´água acima deste, seguido pelas espécies abundantes representadas por cardumes de Quatingas e podem ser observadas por todo o navio e de Sardinhas que se concentram na coluna d´água ao redor e acima do navio., cardumes enormes de Enxadas que ocasionalmente são observados ao redor e acima das estruturas, Sargentinhos nos conveses, e Cromis-marrons e Pescadinhas-de-pedra nas áreas sombreadas.

Uma Quatinga (Haemulon aurolineatum) fotografada no passadiço do naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

A Salema apesar de ser uma das espécies com maior frequência de ocorrência o número de indivíduos observados é relativamente baixo, e portanto se apresenta como uma espécie pouco abundante, assim como as espécies de Barbeiros, Dentão, Ariacó, Guaraiuba, Sororoca e Maria-preta, entre outras.

Um close em uma pequena parte dos muitos cardumes de Xixarros (Decapterus macarelus) registrados sobre as estrutura do naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Ja no Rebocador Vega três espécies são consideradas muito abundantes, o Xixarro, a Sardinha e a Quatinga. Dentre as espécies abundantes se destacam o Batigóbio, o Macaquinho-invasor, as varias espécies de Maria-da-toca, o Badejo-sabão, o Sargentinho e a Salema.

Uma Salema (Anisotremus virginicus) fotografada nas estruturas do convés superior de automóveis do Ferry Boat Agenor Gordilho. Na foto ainda é possível ver uma Trilha (Pseudupeneus maculatus) e um Ariacó (Lutjanus synagris) (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Em ambos os naufrágios a guilda trófica que representa maior abundância é a dos planctívoros por conta dos cardumes numerosos, de mais de 1.000 exemplares de Xixarros, Quatingas*, Sardinhas e grandes cardumes com algumas centenas de indivíduos do Cromis-marrom.

Uma Maria-da-toca (Parablennius cf. marmoreus) fotografada no naufrágio do Rebocador Vega (Foto: Rodrigo P. Gavilan)

A guilda com maior número de espécies registradas no Agenor Gordilho é a dos carnívoros com o registro dos vermelhos (Guaraiuba, Caranha, Dentão e Ariacó), as garoupas e badejos (Badejo-quadrado, Mero e Jabu) e as cavalas (Sororoca). Já no rebocador Vega duas guildas apresentam um numero significativo de espécies, os invertívoros móveis (Salema, Quatinga* e Biquara) e os Onivoros (Marias-da-toca e Sargentinho).

*As Quatingas aparecem na guilda dos planctívoros por conta do seu hábito alimentar noturno e invertívoro móvel por conta do seu hábito alimentar diurno.

Neon (Elacatinus figaro) fotografado no naufrágio do Rebocador Vega (Foto: Bruno Lima de Menezes)

Como já era de se esperar, as espécies herbívoras, apesar de representadas pelos barbeiros e pelas donzelas, diferentemente dos recifes naturais, não se mostraram muito abundantes nos novos naufrágios.

Um Dentão (Lutjanus jocu) fotografado no naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

A presença frequente e a grande abundância de Xixarro formando grandes cardumes em ambos os naufrágios corroboram com a literatura especializada que além de considerar os planctívoros como as primeiras espécies a chegar em estruturas recém naufragadas, considera esta espécie como importante para o controle de larvas e ovos de peixes nos recifes artificiais.

Recrutas de Carangideo fotografados no naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

A presença de grandes predadores como os Meros, a Caranha e o Badejo-quadrado adultos, de porte grande, se explica pela atração destes para os naufrágios por conta abundância de presas (cardumes enormes de peixes planctívoros), porém estes animais são importantes controladores da biomassa nos recifes próximos, a sua ausência pode resultar em um aumento de determinadas espécies desregulando estes ambientes.

Macaco (Malacoctenus sp.) fotografado no naufrágio do Rebocador Vega (Foto: Rodrigo P. Gavilan)

Os naufrágios possuem menor complexidade que os recifes naturais, as locas são mais amplas com aberturas mais fáceis e pouca opção de esconderijo deixando estes grandes predadores extremamente vulneráveis à captura.

Esponja se desenvolvendo no naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

No que diz respeito às espécies bentônicas e incrustantes, após o estabelecimento do biofilme nas primeiras semanas começaram a surgir manchas circulares espalhadas por toda a estrutura, em ambos os naufrágios, que com o tempo foram crescendo e se desenvolvendo e que agora, após 45 dias começam a ganhar forma. No interior dos navios predominam ascidias-negras, no passadiço e nas áreas expostas dos conveses abundam as colônias de hidrozoários e começam a surgir alguns briozoários e esponjas.

Hidrozoários fotografados no naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Com relação aos invertebrados móveis alguns caranguejos-aranhas e outros pequenos caranguejos passaram a ser registrados após os primeiros 40 dias, aranhas-do-mar estão presentes nos passadiços de ambos os naufrágios e mais recentemente, no 48º dia, pelo menos 5 exemplares jovens, com até 5cm de largura, do siri-bidu, espécie exótica invasora que geralmente vive na interface entre o recife e o substrato arenoso foram encontrados mortos, sem evidência de predação, no salão de passageiros do Ferry Boat Agenor Gordilho a aproximadamente 20m de profundidade e a pelo menos 15m de distância do substrato.

Pequena Aranha-do-mar (Antopoda) fotografada no naufrágio do Rebocador Vega (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

O plancton é abundante e muitas vezes visível, nuvens gigantescas de alevinos de peixes em alguns trechos dificultam inclusive a visibilidade e à meia água, durante procedimentos descompressivos não foram raras as ocasiões em que observamos pequenos camarões ao sabor das correntes, alguns inclusive ficam presos ao cabelo ou à nossa roupa.

Pequeno Camarão, componente do zooplâncton medindo menos de 3mm registrado no naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

A quantidade de organismos, em especial os grandes cardumes de peixes planctívoros que se tornaram uma verdadeira atração, e a possibilidade de ver sempre alguma novidade entre os incrustantes a cada mergulho tem impressionado os mergulhadores soteropolitanos que tem realizado mergulhos frequentes nestes novos naufrágios a tal ponto que inclusive foi tema de uma reportagem transmitida em rede nacional nos principais programas jornalísticos da Globo, porém segundo a literatura essa fase em que abundam grandes cardumes de planctívoros tende a mudar com o aumento da diversidade e da complexidade após a colonização das estruturas.

Situação do naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho 49 dias após o afundamento, repleto de cardumes e já todo coberto pelo biofilme (Foto: Roberto Amarante Costa Pinto)

À partir do segundo mês do monitoramento estão sendo incorporados métodos de coleta de dados quantitativos que permitirão ao longo das campanhas a análise de outros índices ecológicos mais robustos, tanto da ictiofauna quanto do bentos de substrato consolidado permitindo não só entender melhor as dinâmicas de colonização como os impactos desses naufrágios na biota recifal da baía de Todos os Santos.

Outra imagem que dá noção da situação do naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho 49 dias após o afundamento, repleto de cardumes e já todo coberto pelo biofilme (Foto: Roberto Amarante Costa Pinto)

Alguns dos recifes próximos também serão monitorados de forma a permitir o entendimento da do impacto, em especial relacionado à troca e ao compartilhamento de espécies entre estes ambientes. Os recifes selecionados foram:

  • Costão Rochoso da Vitória
    • Recife natural antropizado / presença de pelo menos 12 piers ou mais
    • Recife raso (2m a 7m)
  • Naufrágio do Ho-Mei No.III
    • Recife artificial com mais de 30 anos de colonização
    • Recife mais próximo dos novos naufrágios
    • Recife profundo (31m a 36m)
  • Falha do Cretino
    • Recife natural com pouca interferência antrópica
    • Recife profundo (27m a mais de 40m)
Alevinos registrados na entrada da praça de máquinas do naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho 48 horas após o seu afundamento (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

As peculiaridades técnicas do monitoramento da biota aquática nos naufrágios do Vega e do Agenor Gordilho

Ambos os naufrágios se encontram em grandes profundidades, o Rebocador Vega está na posição de navegação a 32m de profundidade e o Ferry Boat Agenor Gordilho ligeiramente adernado sobre o bombordo por conta do seu casco em V a 35.5m de profundidade, e ambos apresentam o topo das suas estruturas entre 17m e 18m.

Mergulhadora Cientifica durante as buscas visuais ativas um dos métodos de coleta de dados utilizados no monitoramento da biota aquática. Registro feito no naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

Especialmente no caso do Ferry Boat Agenor Gordilho, realizar os censos estacionários em boa parte da estrutura com um tempo de fundo extremamente limitado no mergulho recreativo, entre 15 a 17 minutos de tempo total de fundo (TTF) por conta da profundidade e sob algum grau de narcose por conta da pressão atmosférica (>4 ATM), a fim de cobrir uma maior área, com mais tempo de fundo e realizar o trabalho com menos risco e maior acurácia (sem narcose) não basta estar qualificado para mergulho avançado recreativo, estar habilitado para o uso de misturas gasosas (Nitrox), para utilizar dois ou mais cilindros em uma configuração ideal (sidemount ou algum curso técnico) e para fazer paradas de descompressão (procedimentos descompressivos) é o mínimo exigido para os mergulhadores científicos que estão atuando neste monitoramento, especialmente os mergulhadores que estão fazendo as coletas de dados nos pontos mais profundos dos naufrágios.

Equipe de mergulhadores científicos da EcoBioGeo/Shark Dive durante a aplicação do método de busca visual ativa no naufrágio do Rebocador Vega (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

A EcoBioGeo Meio Ambiente & Mergulho Científico possui uma equipe altamente qualificada, não só nos melhores e mais recentes métodos de pesquisa como nas técnicas de mergulho necessárias. Este monitoramento conta ainda com apoio total da Shark Dive Escola e Operadora de Mergulho.

Mais ima imagem que mostra a situação do naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho 49 dias após o afundamento, repleto de cardumes e já todo coberto pelo biofilme (Foto: Roberto Amarante Costa Pinto)

Lista de espécies da ictiofauna registradas nos naufrágios do Rebocador Offshore Vega e do Ferry Boat Agenor Gordilho nos primeiros 50 dias de afundamento.

  • Actinopterygii
    • Beryciformes
      • Holocentridae
        • Holocentrus adscesionis (Jaguaraçá) – Vega | Agenor
    • Clupeiformes
      • Clupeidae
        • Harengula cf. jaguana (Sardinha) – Vega | Agenor
    • Gobiiformes
      • Gobiidae
        • Elacatinus figaro (Neon) – Vega
        • Bathygobius soporator (Batigóbio) – Vega
        • Coryphopterus glaucofraenum (Amboré-vidro) – Vega
    • Perciformes
      • Acanthuridae
        • Acanthurus sp. (Recruta de Barbeiro) – Agenor
        • Acanthurus bahianus (Barbeiro) – Agenor
        • Acanthurus chirurgus (Cirurgião) – Agenor
        • Acanthurus coeruleous (Barbeiro-azul) – Vega | Agenor
      • Bleniidae
        • Parablennius marmoreus (Maria-da-toca) – Vega | Agenor
        • Parablennius pilicornis (Maria-da-toca) – Vega | Agenor
        • Hypleurochilus pseudoaequipinnis (Maria-da-toca) – Vega
        • Omobranchus punctatus (Macaquinho-invasor) – Vega
        • Ophioblennius trinitatis (Macaquinho) – Agenor
      • Carangidae
        • Recrutas de carangideos não identificados – Agenor
        • Decapterus macarelus (Xixarro) – Vega | Agenor
      • Ephipidae
        • Chaetodipterus faber (Enxada) – Agenor
      • Epinephelidae
        • Cephalopholis fulva (Jabu) – Vega
        • Epinephelus itajara (Mero) – Agenor
        • Mycteroperca bonaci (Badejo) – Agenor
      • Gerreidae
        • Eucinostomus sp. (Carapicú) – Agenor
      • Haemulidae
        • Anisotremus virginicus (Salema) – Vega | Agenor
        • Haemulon spp. – (Recrutas de Roncadores) – Vega | Agenor
        • Haemulon aurolineatum (Quatinga) – Vega | Agenor
        • Haemulon parra (Biquara) – Vega
      • Labrisomidae
        • Malacoctenus sp. (Macaco) – Vega | Agenor
        • Malacoctenus cf. delalandii (Macaco) – Vega | Agenor
      • Lutjanidae
        • Lutjanus cyanopterus (Caranha) – Agenor
        • Lutjanus jocu (Dentão) – Vega | Agenor
        • Lutjanus synagris (Ariacó) – Vega | Agenor
        • Ocyurus chrysurus (Guaraiuba) – Vega | Agenor
      • Mullidae
        • Pseusupeneus maculatus (Trilha) – Agenor
      • Pomacentridae
        • Abudefduf saxatilis (Sargentinho) – Vega | Agenor
        • Chromis multilineata (Cromis-marrom) – Vega | Agenor
        • Stegastes fuscus (Maria-preta) – Agenor
        • Stegastes variabilis (Donzelinha) – Agenor
      • Pomacanthidae
        • Holacanthus tricolot (Tricolor) – Agenor
      • Serranidae
        • Diplectrum formosum (Micholé-de-areia) – Agenor
        • Diplectrum radiale (Micholé-costeiro) – Vega | Agenor
        • Rypticus saponaceus (Badejo-sabão) – Vega
      • Sciaenidae
        • Odontoscyon dentex (Pescadinha-de-pedra) – Vega | agenor
    • Pleuronectiformes
      • Recruta de linguado com menos de 3 cm de comprimento; espécie e família não determinados. – Agenor
    • Scombriformes
      • Scombridae
        • Scomberomorus regalis (Sororoca) – Vega | Agenor
    • Tetraodontiformes
      • Diodontidae
        • Chilomycterus antillarum (Baiacu-graviola) – Agenor
Cubozoa registrado dentro do naufrágio do Ferry Boat Agenor Gordilho (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

FONTES

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Visões submersas das janelas da cabine de comando do Ferry Boat Agenor Gordilho, na parte de dentro cardumes de ainda pequenos Cromis-marrons (Chromis multilineata) e do lado de fora cardumes de jovens Quatingas (Haemulon aurolineatum) se misturam a cardumes de Xixarros (decapterus macarelus) (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)
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Autor(es)

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Mergulhador e apaixonado pelos oceanos desde a infância.
Desde a década de 1990 está envolvido em ações e pesquisas relacionadas com a biota aquática, tendo sido coordenador de resgate do Centro de Resgate de Mamíferos Aquáticos (CRMA) do Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) e fundador do Centro de Pesquisa e Conservação dos Ecossistemas Aquáticos (Biota Aquática) e do EcoBioGeo Meio Ambiente & Mergulho Científico, e ao longo dos anos participou de projetos de pesquisa e de consultoria na ambiental em parceria com diversas instituições.
Também atua como instrutor de mergulho SDI e PADI.
Tem como objetivo, além de produzir informação de qualidade fomentar o reconhecimento e a qualificação dos mergulhadores científicos.

Doroth Alves Cordeiro
Divemaster at Shark Dive / EcoBioGeo | + Artigos

Doroth é mergulhadora científica com habilitação em mergulho sidemount, intro to tech, nitrox e procedimentos descompressivos, além de formada em ciências biológicas pela Universidade Católica do Salvador (UCsal), foi pesquisadora do Centro de Pesquisa e Conservação dos Ecossistemas Aquáticos (Biota Aquática). Atualmente compõe a equipe de mergulhadores científicos da EcoBioGeo Meio Ambiente & Mergulho Científico e faz parte do staff da Shark Dive Escola e Operadora de Mergulho

About Rodrigo Maia-Nogueira and Doroth Alves Cordeiro

EcoBioGeo Meio Ambiente & Mergulho Científico. Popularizando as ciências marinhas com informações de qualidade.

3 thoughts on “A Biota Aquática nos Naufrágios do Vega e do Agenor Gordilho : os primeiros 50 dias de colonização

  1. Show amigo! Fico muito feliz em acompanhar seu valioso trabalho. Vc é “gente que faz” e faz muita diferença pessoas como vc!
    Pode contar comigo!

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