A Raia-viola

A Biota Aquática da baía de Todos os Santos e costa Atlântica de Salvador, Bahia

Raia-viola (Pseudobatos percellens)

  • Classe: Elasmobranchii
  • Ordem: Rhinopristiformes
  • Família: Rhinobatidae
Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

DESCRIÇÃO

A Raia-viola,também conhecida por Cação-viola, possui uma cabeça pontuda com um aspecto triangular que se intensifica com o prolongamento das suas nadadeiras peitorais modificadas. Em geral o corpo é bem robusto, apresenta duas nadadeiras dorsais, a primeira no início da porção posterior do corpo e a segunda entre esta e a cauda.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

A coloração da Raia-viola varia do bege ao cinza, passando pelo marrom com áreas translúcidas pálidas em ambos os lados da cartilagem rostral. Esta espécie pode apresentar manchas escuras no dorso e nas laterais do corpo. O ventre da Raia-viola é esbranquiçado, amarelo-pálido ou acinzentado.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

A Raia-viola pode atingir em média 1,1m de comprimento e pesar quase 1kg, porem é comumente observada medindo até 70cm de comprimento.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

BIOLOGIA

A Raia-viola é uma espécie de hábitos bentônicos demersais que ocorre normalmente associada ao substrato inconsolidado (areia ou lama) em águas rasas, desde os 0m até os 80m de profundidade, porém exemplares já foram registrados a até 110m.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

A reprodução da Raia-viola é por ovoviviparidade lecitotrófica, os embriões, enquanto se desenvolvem no útero da mãe se alimentam principalmente do vitelo do seu ovo, mas também recebem nutrição adicional da mãe por absorção indireta do fluido uterino enriquecido com muco, gordura e proteínas produzidas por órgãos especializados. Em cada gestação nascem de 3 a 12 filhotes medindo 22cm e pesando em média 50g cada.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

A Raia-viola se alimenta de cefalópodes (lulas), caranguejos, siris e peixes.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

DISTRIBUIÇÃO

A Raia-viola é uma espécie endêmica do oceano Atlântico Subtropical, ocorrendo do Caribe ao sul do Brasil e possivelmente no norte da Argentina, na margem Ocidental do Atlântico e na costa tropical do continente Africano na margem Oriental, entre os paralelos 18ºN e 27ºS.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

A Raia-viola não é uma espécie fácil de ser observada durante os mergulhos, geralmente fica semi-enterrada e imóvel, não muito perto dos recifes ou do costão. Dentre os pontos de mergulho de Salvador e da baía de Todos os Santos onde esta raia pode com muita sorte ser observada estão o naufrágio do Blackadder, o Quebra-mar Norte e o Molhe Sul, além das praias da ilha dos Frades e na contra-costa da ilha de Itaparica. Registros também ocorrem nos desembarques pesqueiros da foz do rio Paraguaçu.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

STATUS DE CONSERVAÇÃO

A Raia-viola é considerada uma espécie de baixo risco pela IUCN, porém os seus dados populacionais são considerados desconhecidos.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)

No comércio a carne da Raia-viola é considerada de baixa qualidade e portanto o seu valor costuma ser baixo, porém apesar de não ser uma espécie alvo é capturada acidentalmente (by-catch) com frequência pelas pescarias de arrasto de praia e outras modalidades de arrasto de rede. Apesar do seu tamanho, ocasionalmente é capturada para suprir demanda no comércio de ornamentais.

Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)
Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)
Raia-viola (Pseudobatos percellens) registrada no naufrágio do Blackadder (Foto: Roberto Costa Pinto)
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