A Treme-Treme

A Biota Aquática da baía de Todos os Santos e costa Atlântica de Salvador, Bahia

Treme-treme (Narcine brasiliensis)

  • Classe: Elasmobranchii
  • Ordem: Torpediniformes
  • Família: Narcinidae
Treme-treme (Narcine brasiliensis) jovem fotografada no Porto da Barra (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

DESCRIÇÃO

Esta arraia apresenta a porção anterior do corpo arredondada com duas nadadeiras dorsais situadas na cauda que é relativamente pequena com a base larga.

A coloração da Treme-treme é semelhante à da areia, podendo apresentar ou não manchas mais escuras no dorso, especialmente nos indivíduos mais jovens. Os exemplares mais velhos costumam ser mais escuros e uniformes.

É uma arraia de pequeno porte atingindo no máximo 54 cm de comprimento.

Treme-treme (Narcine brasiliensis) adulta fotografada no Porto da Barra (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

BIOLOGIA

A Treme-treme possui habito costeiro em fundos de areia ou lodo onde esconde-se deixando apenas os olhos à vista.

O nome popular Treme-treme tem origem por causa da sua capacidade de liberar descargas elétricas entre 14 e 37 volts. Essa arraia também é conhecida em algumas localidades do Brasil como raia-elétrica.

De hábito noturno a Treme-treme usa as suas descargas elétricas para capturar suas presas, geralmente poliquetas, enguias, anêmonas e pequenos crustáceos.

DISTRIBUIÇÃO

A treme-treme ocorre da Flórida à Argentina incluindo Bahamas e a Carolina do Norte.

Na costa de Salvador e baía de Todos os Santos podem ser observadas em quase todas as praias, sendo uma espécie relativamente comum no Porto da Barra e no fundo arenoso ao redor do Molhe Sul, Quebra-mar Norte e Recife da Boa Viagem.

Treme-treme (Narcine brasiliensis) jovem fotografada no Porto da Barra (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

STATUS DE CONSERVAÇÃO

A Treme-treme não se encontra classificada sob nenhuma categoria de ameaça, porém a IUCN considera que os dados são deficientes para se determinar o status da espécie.

A Treme-treme apesar de não ser alvo da pesca comercial é capturada pela pesca artesanal, pela caça submarina e para a aquariofilia. A Treme-treme é também capturada em larga escala como fauna acompanhante (bycatch) no arrasto de camarão.

Treme-treme (Narcine brasiliensis) jovem fotografada no Porto da Barra (Foto: Rodrigo Maia-Nogueira)

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Autor(es)

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Mergulhador e apaixonado pelos oceanos desde a infância.
Desde a década de 1990 está envolvido em ações e pesquisas relacionadas com a biota aquática, tendo sido coordenador de resgate do Centro de Resgate de Mamíferos Aquáticos (CRMA) do Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) e fundador do Centro de Pesquisa e Conservação dos Ecossistemas Aquáticos (Biota Aquática) e do EcoBioGeo Meio Ambiente & Mergulho Científico, e ao longo dos anos participou de projetos de pesquisa e de consultoria na ambiental em parceria com diversas instituições.
Também atua como instrutor de mergulho SDI e PADI.
Tem como objetivo, além de produzir informação de qualidade fomentar o reconhecimento e a qualificação dos mergulhadores científicos.

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